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Projeto SoftACG

Histórico sobre a ocorrência da madeira Pau-de-Balsa em Várzea Grande, Mato Grosso.



Projeto Balsa SoftACG: Uma reportagem exibida no SBT Mato Grosso e no Jornal do SBT, de Carlos Nascimento, sobre a madeira Pau-de-Balsa, provocou muita 
                                  curiosidade nos telespectadores. Como foi ao ar em nível nacional, o programa recebeu telefonemas de vários estados e motivou inúmeras visitas ao local da sementeira. O engenheiro Antonio Carlos de Godoy foi conferir a história de um pequeno produtor que descobriu como fazer mudas de uma planta valiosa, a madeira balsa. 
				  De propósito ou por descuido, foi o filho do senhor Divino Florentino Santana que lhe entregou 20 sementes de uma árvore até então desconhecida. Também nativa no Brasil, pouca gente sabe que se trata de uma boa oportunidade para ganhar dinheiro. As sementes que o senhor Divino plantou no quintal de sua casa, vieram do 
                                  Canadá e o resultado foi o crescimento de 10 árvores que estão frutificando na própria residência do aposentado. A árvore pau-de-balsa é considerada ecologicamente correta, porque atrai insetos e animais. Além disso é leve, flexível e resistente. O metro cúbico do pau-de-balsa 
                                  tem alto valor de mercado. São tantas as vantagens que as sementes sumiram e antes mesmo das árvores atingirem o ponto de corte, o senhor Divino já está lucrando com suas vendas. A madeira é semelhante à Teca. Usada, principalmente, para produzir celulose com a vantagem de ser 50 vezes melhor devido ao retorno muito rápido. Enquanto a Teca 
				  demora 25 anos para ficar apta a produção de papel, o pau-de-balsa em apenas três anos pode ser cortado para esse fim. A madeira também é muito usada para fabricação de jangadas, barcos, aeromodelos caixaria termo-acústica 
                                  e outros, com durabilidade de 30 anos. A Empresa de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT) enxergou esse potencial sustentável da planta e firmou parceria com seu Divino para lhe prestar assistência técnica 
				  gratuita e em contrapartida, poder pesquisar o desenvolvimento, tratamento e controle de pragas dessa espécie, para divulgar os resultados a outros interessados. Segundo  o engenheiro agrônomo Décio Miyajima, é um 
				  ótimo produto para exploração comercial da madeira sem agredir a floresta. Ainda se adapta facilmente em solo com intensa umidade, luminosidade e calor, característico da Baixada Cuiabana. O engenheiro florestal da Cooperflora, genro do sr. Divino e responsável pelo desenvolvimento, tratamento e controle das espécies plantadas, demonstrando o crescimento de uma árvore 
				  com seis anos.